Raster Conecta reúne especialistas para discutir os novos desafios da logística
O setor de logística vive um período de mudanças significativas. Entre novos cenários regulatórios, pressão por eficiência, aumento da complexidade operacional e necessidade de maior integração entre empresas, a busca por soluções mais inteligentes tem se tornado uma pauta central para transportadoras, embarcadores, operadores logísticos e fornecedores de tecnologia.
Foi dentro desse contexto que aconteceu o Raster Conecta Porto Alegre, encontro voltado ao setor logístico que reuniu empresas, parceiros e especialistas para debater temas diretamente ligados à realidade das operações no Brasil.
Realizado pela Raster, com o apoio da Latromi, Rumo Brasil, Truckpag, Prolog e GoBrax, o evento promoveu um painel com foco em três assuntos de grande relevância para o mercado: os impactos da Reforma Tributária, o piso mínimo de frete e os caminhos para ampliar a eficiência nas operações logísticas. Além da discussão técnica, o encontro também abriu espaço para networking, relacionamento e troca de experiências entre profissionais que atuam em diferentes frentes do setor.
Com mediação de Wagner Zanetti, da Raster, o painel contou com:
Rafael Brito, CEO da Rumo Brasil, Jonatan Fernandes, Coordenador Comercial da Prolog App, Marcus Manzano, Diretor Comercial da TruckPag, Ronaldo Lemes, Diretor de Vendas e Marketing da Gobrax, e Thiago Cascaes, COO da Latromi, trazendo diferentes visões sobre os desafios e oportunidades do mercado.
Um dos principais assuntos do encontro foi a Reforma Tributária, tema que tem mobilizado empresas de diferentes segmentos e que tende a gerar impactos relevantes sobre a logística. No transporte de cargas, mudanças tributárias não afetam apenas a área fiscal. Elas também podem repercutir na formação de preços, nos processos internos, na emissão de documentos, na estruturação de contratos e na comunicação entre sistemas. Por isso, a adaptação exige organização, clareza de dados e capacidade de resposta.
Para empresas que operam em diferentes estados, com múltiplas rotas, clientes e regras comerciais, o desafio é ainda maior. A gestão precisa acompanhar as mudanças sem comprometer a eficiência da operação. Nesse sentido, a tecnologia aparece como uma ferramenta importante para apoiar a transição. Sistemas integrados, processos automatizados e informações disponíveis em tempo real ajudam as empresas a reduzir riscos, melhorar análises e tomar decisões com maior segurança.
Outro ponto abordado no painel foi o piso mínimo de frete, tema sensível para o transporte rodoviário de cargas e diretamente relacionado à sustentabilidade financeira das operações. A definição de frete envolve uma série de variáveis: distância, tipo de carga, disponibilidade de frota, combustível, pedágios, prazos, custos indiretos, negociação comercial e exigências específicas de cada cliente. Quando esses dados estão dispersos ou dependem de controles manuais, a análise se torna mais lenta e menos precisa.
A discussão reforçou a importância de as empresas estruturarem melhor suas informações para compreender custos, margens e oportunidades de ganho operacional. Em um mercado competitivo, a rentabilidade depende cada vez mais da capacidade de transformar dados em decisões práticas. A eficiência na gestão do frete, portanto, não está ligada apenas ao cumprimento de uma tabela ou regra regulatória. Ela também passa pela qualidade da informação disponível, pela integração entre áreas e pela maturidade dos processos internos.
A busca por eficiência foi um dos eixos centrais do Raster Conecta. No entanto, o debate mostrou que eficiência logística não se resume à redução de custos.
Na prática, uma operação eficiente é aquela que consegue atuar com previsibilidade, controle, velocidade de resposta e menor dependência de processos manuais. Isso envolve desde a gestão de informações até a comunicação entre equipes, parceiros, motoristas, clientes e fornecedores.
Entre os desafios mais recorrentes nas empresas do setor, estão:
sistemas que não se comunicam;
excesso de planilhas e controles paralelos;
baixa visibilidade sobre etapas da operação;
retrabalho em processos administrativos;
dificuldade de acompanhar indicadores em tempo real;
tomada de decisão baseada em dados incompletos ou descentralizados.
Esses pontos impactam diretamente a rotina das transportadoras e operadores logísticos. Quando a informação não circula com fluidez, a operação perde agilidade, a gestão perde precisão e o cliente final sente os efeitos.
Por isso, a eficiência logística está cada vez mais ligada à capacidade das empresas de conectar dados, processos e pessoas em uma estrutura mais integrada.
A presença da Latromi no painel reforçou uma discussão importante para o setor: a tecnologia precisa estar conectada à realidade operacional das empresas. No contexto logístico, cada operação possui particularidades. Há diferenças de frota, tipos de carga, contratos, rotas, clientes, integrações, indicadores e regras de negócio. Por esse motivo, soluções rígidas nem sempre acompanham a velocidade das mudanças ou a complexidade das demandas.
A plataforma Latromi atua justamente nesse ponto, permitindo o desenvolvimento de aplicações web, automação de processos, integração entre sistemas e criação de soluções personalizadas para diferentes necessidades operacionais. Entre as possibilidades estão a criação de painéis de gestão, fluxos operacionais, controles internos, integrações com sistemas já existentes, automações e aplicações voltadas ao acompanhamento de informações em tempo real. Essa flexibilidade tem ganhado relevância em um setor que exige rapidez, controle e capacidade de adaptação.
Ao reunir especialistas e empresas do setor, o Raster Conecta cumpriu um papel relevante: promover diálogo, aproximar diferentes visões e contribuir para o fortalecimento de uma logística mais conectada, eficiente e preparada para os próximos desafios.